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02/11/2015

SÍNTESE REFLEXIVA NOVOS OLHARES SOBRE A AVALIAÇÃO


Percebemos que as práticas avaliativas são inflexíveis e autoritárias nas escolas e universidades. Onde tais princípios que fundamentam essas práticas avaliativas impedem de ver e sentir cada sujeito da educação em seu desenvolvimento. E essas práticas se repetem há um século e as tentativas de uma reflexão sobre elas são obstaculizadas por posturas comportamentalistas que colocam a culpa do fracasso em maus professores e em desatentos alunos.

Sabemos que o aluno não é o responsável absoluto pelos resultados das notas, mas o professor também tem uma parcela dessa responsabilidade. Sabemos que o professor não são os culpados pelos resultados obtidos pelos alunos, mas são sim, responsáveis. Onde o fracasso de um grande número de estudantes é o fracasso do próprio sistema educacional, da própria sociedade.

Vemos que o maior entrave ao processo avaliativo é a busca incansável por padrões de mensuração objetiva em uma área que envolve a relação entre seres humanos. E essa busca por padronizar a avaliação é responsável por cria preconceitos que bloqueiam a visão.

A prática avaliativa nas escolas vem sendo criticada por negar as diferenças individuais dos estudantes, onde os testes são usados para mascara às diferenças entre os alunos. Um busca incansável pelo igual nas escolas com os obstáculos para a aprendizagem sendo as diferenças.

SÍNTESE REFLEXIVA: VERIFICAÇÃO OU AVALIAÇÃO: O QUE PRÁTICA A ESCOLA?

Síntese reflexiva que aborda o conceito de avaliação e verificação e qual das duas a escola utiliza na sua prática se é apenas verificar ou avaliar.

Estaremos trabalhando com os conceitos de verificação e avaliação, não com os termos de verificação e avaliação. Para revelar a real prática escolar referente ao tratamento dos resultados da aprendizagem dos alunos.
Para aferir o aproveitamento escolar, os professores realizam três procedimentos sucessivos:
Medida do aproveitamento; Na escolar os acertos nos testes, provas ou outros meios de coleta dos resultados da aprendizagem são convertidos em pontos, onde essa medida é uma forma de comparar se o aluno atingiu um valor padrão, o valor médio.
Transformação da medida em nota ou conceito; é por meio do estabelecimento de uma equivalência simples entre os acertos e uma escalar definida de notas ou conceitos, atribuindo uma qualidade na aprendizagem do aluno. Onde nessas duas medidas ocorre uma transformação indevida de qualidade em quantidade, para ser possível obter uma média de conceitos qualitativos.
Utilização dos resultados identificados; Com inferência desses resultados, o professor poderia utiliza-los apenas para registro na caderneta dos alunos, apresentar o resultado aos alunos para que os mesmo possam melhorar a nota ou conceito, permitindo uma nova aferição e perceber as dificuldades dos alunos na aprendizagem e decidir trabalha com eles para que possam aprender efetivamente os conteúdos.
Mas o que tem se utilizado nas escolas é no mínimo o registro dos dados na caderneta e no máximo chamando a atenção do aluno, em relação a sua nota ou conceito, não para que o aluno estude com o intuito de aprender melhor, mas que estude para melhorar a sua nota.
A ação não é para a aprendizagem do aluno e sim para a nota, pois estamos mais preocupados em classificar os alunos em aprovados ou reprovados. A escola trabalha com a verificação e não com a avaliação da aprendizagem, pois o processo de verificação é realizado pela observação, obtenção, analise e síntese dos dados encerrando-se no levantamento dos dados.
A avaliação envolve um ato que ultrapassa a obtenção dos dados, é um diagnóstico da qualidade dos resultados intermediários ou finais; a verificação é uma ação que congela o objeto, é uma configuração dos resultados parciais ou finais. A primeira é dinâmica a outra estática. Diante desses fatos descritos demonstram que a prática educativa brasileira usar na quase totalidade das vezes a verificação e não com a avaliação da aprendizagem.
O efetivo exercício da avaliação seria mais significativo para a construção dos resultados da aprendizagem do educando, já que a avaliação ao contrario da verificação é um processo dinâmico que qualifica e subsidia o reencaminhamento da ação, possibilitando a construção dos resultados onde o objetivo principal da aferição do aproveitamento da escola não será a aprovação ou reprovação, mas o direcionamento da aprendizagem e seu desenvolvimento.
Podendo utiliza um padrão mínimo para estabelecer o conhecimento mínimo necessário com o desenvolvimento de habilidade e hábitos que o educando deve adquirir, e não uma média mínima como é feito, pois a média mínima de notas é enganosa. Sendo ideal a inexistência do sistema de nota.
Para garantir a socialização do saber, pois todos adquiririam o mínimo necessário e a avaliação estaria a serviço desse significativo processo social e político, mas não se limitando apenas a atingir esse mínimo, ele apenas representa o limite mais baixo a ser atingido numa aprendizagem essencial.
Portanto o sistema social não demonstra estar interessado em que o educando aprenda, pois a avaliação só pode funcionar efetivamente num trabalho em que estejamos interessados em que os alunos aprendam, onde teremos que ensina os alunos até que aprendam tendo que retoma o assunto se ele não foi satisfatório.

Referência

LUCKESI, Cipriano Carlos. Verificação ou avaliação: o que prática a escola? In: LUCKESI, Cipriano Carlos.  Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 22. Ed. São Paulo: Cortez, 2011, p.45-60.

01/11/2015

Síntese Reflexiva Ser Professor: Avaliar e ser Avaliado


Síntese que aborda a relação que o professor tem com a avaliação e que a mesma não é de mão única, pois o professor avaliar seus alunos e é avaliado por eles para que assim possa desenvolver e melhora seu trabalho como professor.

Na pratica a atividade de avaliação é realizada de modo que o professor atribui um valor para cada aluno e aluna cujo valor representar o nível de seu conhecimento. Repetidas vezes a avaliação é usada apenas para avaliar o aluno e aluna, sendo de responsabilidade da professora realiza essa tarefa e apenas ela, não permitindo a criação de um espaço significativo para um diálogo profundo, onde os resultados possam ser compartilhados pelos sujeitos envolvidos.
Avaliação no cotidiano escolar são uns conjuntos de praticas que tomam o conhecimento como forma de manipular o mundo, através das determinações de um sujeito tomando como base, que é o ideal, para defini a qualidade, configurando desse modo uma avaliação classificatória com as ideias de mérito, punição e recompensas.
Para prever e manipular a avaliação quantitativa expressa à epistemologia positivista, pois a manipulação dos dados é prioridade. Com uma apreensão objetiva e neutra do conhecimento o que reduz a complexidade dos processos, criando desse modo um distanciamento do sujeito que conhece o professor que avaliar do objeto de conhecimento, o aluno que é avaliado.
Distanciamento, pois entre os alunos e os professores temos os instrumentos e procedimentos como prova, testes, exercícios, boletins que possuem a finalidade de aferir o conhecimento dos estudantes. Já que a pratica avaliativa que é usada para classificar os alunos, os isolas e dificulta o dialogo. Portanto tal avaliação é insuficiente para ensinar a todos os alunos.