Síntese que aborda a relação que o professor tem
com a avaliação e que a mesma não é de mão única, pois o professor avaliar seus
alunos e é avaliado por eles para que assim possa desenvolver e melhora seu
trabalho como professor.
Na pratica a atividade de avaliação é realizada de
modo que o professor atribui um valor para cada aluno e aluna cujo valor
representar o nível de seu conhecimento. Repetidas vezes a avaliação é usada
apenas para avaliar o aluno e aluna, sendo de responsabilidade da professora
realiza essa tarefa e apenas ela, não permitindo a criação de um espaço
significativo para um diálogo profundo, onde os resultados possam ser
compartilhados pelos sujeitos envolvidos.
Avaliação no cotidiano escolar são uns conjuntos de
praticas que tomam o conhecimento como forma de manipular o mundo, através das
determinações de um sujeito tomando como base, que é o ideal, para defini a
qualidade, configurando desse modo uma avaliação classificatória com as ideias
de mérito, punição e recompensas.
Para prever e manipular a avaliação quantitativa
expressa à epistemologia positivista, pois a manipulação dos dados é
prioridade. Com uma apreensão objetiva e neutra do conhecimento o que reduz a
complexidade dos processos, criando desse modo um distanciamento do sujeito que
conhece o professor que avaliar do objeto de conhecimento, o aluno que é
avaliado.
Distanciamento, pois entre os alunos e os
professores temos os instrumentos e procedimentos como prova, testes,
exercícios, boletins que possuem a finalidade de aferir o conhecimento dos
estudantes. Já que a pratica avaliativa que é usada para classificar os alunos,
os isolas e dificulta o dialogo. Portanto tal avaliação é insuficiente para
ensinar a todos os alunos.
Pois a avaliação assim não considera a aprendizagem
e o ensino como meios que se interagem, mas sim o rendimento como resultado
para que possam se classificados. A avaliação do rendimento é fundamental para
a classificação criando um sistema de vigilância e punição através das provas,
testes, notas, recuperação, aprovação e reprovação.
Sempre vemos a professora como o sujeito que
avaliar e os alunos os abjetos avaliados, onde o professor é apresentado com
uma imagem de pode perante os alunos, já que o professor que controla quem é
aprovado ou reprovado ao atribuir suas notas. Mas em contrapartida ao avaliar
os alunos o professor é avaliado simultaneamente, pois o resultado da sua turma
representar o seu desempenho. Ao avaliar também é avaliado já que a avaliação é
feita de forma indireta na avaliação dos alunos.
Nesse cotidiano a professora vai aprendendo duas
lições contraditórias: que é preciso classificar para ensina; e classificar não
ajuda a ensinar melhor. É nas praticas objetiva que o professor medir o
aprendizado, mas também avaliar com o conhecimento que ela adquiriu ao fazer,
saberes que não podem se ensinados como no olha a professora vai avaliando os
alunos ao ver os esforços assim como o desinteresse para com a aula. Mas com
quantifica e classificar essas situações do cotidiano escolar?
A avaliação classificatória é um processo social
caracterizado pelas ciências naturais. Mas o processo avaliativo acompanha as
ciências sociais caracterizadas por duas vertentes a primeira epistemologia e
metodologia positivista na ênfase no resultado final, na quantificação. Já a
segunda ressalta a especificação do homem evidenciando a sua característica
antipositivista.
Na avaliação qualitativa o foco é a compreensão dos
processos, dos sujeitos e da aprendizagem, tendo uma postura totalmente oposta
a primeira, a quantitativa. O sujeito agora é visto agora como ativo,
participando no processo de avaliação utilizando a auto avaliação no processo
que era realizada pela professora, mas a classificação ainda se encontra nessa
avaliação, pois ainda são atribuídos valores positivos e negativos.
Para avaliar temos que produzir instrumentos e
procedimentos que nos ajudem, mas com cuidado por que a intenção é melhor
compreender e não melhor classificar e hierarquizar. E que a avaliação vem
marcando, expondo, classificando e excluindo os alunos e alunas que não
aprendem e professores e professoras que não ensinam.
Logo vemos que a avaliação não é para classificar o
rendimento do aluno e tampouco para controlar o rendimento do professor direta
ou indiretamente, mas sim promover uma reflexão que participa da experiência de
ensinar e de aprender coletivamente visando à ampliação dos conhecimentos. O
professor avaliar e é avaliada num processo coletivo, que busca a qualidade da
escola centralizada nos resultados das interações humanas.
Referência
ESTEBAN, Maria Teresa. Ser professora: avaliar e
ser avaliada. In: ESTEBAN, Maria Teresa (org.). Escola, currículo e
avaliação. 2.ed. São Paulo, Cortez, 2005, p.13-37.

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