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01/11/2015

Síntese Reflexiva Ser Professor: Avaliar e ser Avaliado


Síntese que aborda a relação que o professor tem com a avaliação e que a mesma não é de mão única, pois o professor avaliar seus alunos e é avaliado por eles para que assim possa desenvolver e melhora seu trabalho como professor.

Na pratica a atividade de avaliação é realizada de modo que o professor atribui um valor para cada aluno e aluna cujo valor representar o nível de seu conhecimento. Repetidas vezes a avaliação é usada apenas para avaliar o aluno e aluna, sendo de responsabilidade da professora realiza essa tarefa e apenas ela, não permitindo a criação de um espaço significativo para um diálogo profundo, onde os resultados possam ser compartilhados pelos sujeitos envolvidos.
Avaliação no cotidiano escolar são uns conjuntos de praticas que tomam o conhecimento como forma de manipular o mundo, através das determinações de um sujeito tomando como base, que é o ideal, para defini a qualidade, configurando desse modo uma avaliação classificatória com as ideias de mérito, punição e recompensas.
Para prever e manipular a avaliação quantitativa expressa à epistemologia positivista, pois a manipulação dos dados é prioridade. Com uma apreensão objetiva e neutra do conhecimento o que reduz a complexidade dos processos, criando desse modo um distanciamento do sujeito que conhece o professor que avaliar do objeto de conhecimento, o aluno que é avaliado.
Distanciamento, pois entre os alunos e os professores temos os instrumentos e procedimentos como prova, testes, exercícios, boletins que possuem a finalidade de aferir o conhecimento dos estudantes. Já que a pratica avaliativa que é usada para classificar os alunos, os isolas e dificulta o dialogo. Portanto tal avaliação é insuficiente para ensinar a todos os alunos.

Pois a avaliação assim não considera a aprendizagem e o ensino como meios que se interagem, mas sim o rendimento como resultado para que possam se classificados. A avaliação do rendimento é fundamental para a classificação criando um sistema de vigilância e punição através das provas, testes, notas, recuperação, aprovação e reprovação.
Sempre vemos a professora como o sujeito que avaliar e os alunos os abjetos avaliados, onde o professor é apresentado com uma imagem de pode perante os alunos, já que o professor que controla quem é aprovado ou reprovado ao atribuir suas notas. Mas em contrapartida ao avaliar os alunos o professor é avaliado simultaneamente, pois o resultado da sua turma representar o seu desempenho. Ao avaliar também é avaliado já que a avaliação é feita de forma indireta na avaliação dos alunos.
Nesse cotidiano a professora vai aprendendo duas lições contraditórias: que é preciso classificar para ensina; e classificar não ajuda a ensinar melhor. É nas praticas objetiva que o professor medir o aprendizado, mas também avaliar com o conhecimento que ela adquiriu ao fazer, saberes que não podem se ensinados como no olha a professora vai avaliando os alunos ao ver os esforços assim como o desinteresse para com a aula. Mas com quantifica e classificar essas situações do cotidiano escolar?
A avaliação classificatória é um processo social caracterizado pelas ciências naturais. Mas o processo avaliativo acompanha as ciências sociais caracterizadas por duas vertentes a primeira epistemologia e metodologia positivista na ênfase no resultado final, na quantificação. Já a segunda ressalta a especificação do homem evidenciando a sua característica antipositivista.
Na avaliação qualitativa o foco é a compreensão dos processos, dos sujeitos e da aprendizagem, tendo uma postura totalmente oposta a primeira, a quantitativa. O sujeito agora é visto agora como ativo, participando no processo de avaliação utilizando a auto avaliação no processo que era realizada pela professora, mas a classificação ainda se encontra nessa avaliação, pois ainda são atribuídos valores positivos e negativos.
Para avaliar temos que produzir instrumentos e procedimentos que nos ajudem, mas com cuidado por que a intenção é melhor compreender e não melhor classificar e hierarquizar. E que a avaliação vem marcando, expondo, classificando e excluindo os alunos e alunas que não aprendem e professores e professoras que não ensinam.
Logo vemos que a avaliação não é para classificar o rendimento do aluno e tampouco para controlar o rendimento do professor direta ou indiretamente, mas sim promover uma reflexão que participa da experiência de ensinar e de aprender coletivamente visando à ampliação dos conhecimentos. O professor avaliar e é avaliada num processo coletivo, que busca a qualidade da escola centralizada nos resultados das interações humanas.
Referência
ESTEBAN, Maria Teresa. Ser professora: avaliar e ser avaliada. In: ESTEBAN, Maria Teresa (org.). Escola, currículo e avaliação. 2.ed. São Paulo, Cortez, 2005, p.13-37.

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