Fichamento comentário realizado sobre o texto Uma polêmica em relação ao
exame. Da autora Angel Diaz Barrica. E como estamos usando o exame apenas para classificar.
"O exame² se converteu num instrumento no qual se deposita a
esperança de melhorar a educação." (p.51)
Pois acredita se que vai selecionar os melhores e mais aptos.
"[...] o exame é o instrumento a partir do qual se reconhece
administrativamente um conhecimento, mas igualmente reconhece que o exame não
indica realmente qual é o saber de um sujeito." (p.54)
Já que o exame apenas verifica apenas aquela informação presente
no mesmo, não é possível reconhece o saber de um indivíduo.
"[...] é natural pensar que depois de uma aula os estudantes devem
ser examinados para valorar se adquiriram o conhecimento apresentado."
(p.55)
Na pedagogia tradicional é o que ocorre, mas de acordo com
Barriga isso é uma mentira.
"Se o exame não é um problema ligado historicamente ao
conhecimento, é um problema marcado pelas questões sociais [...]." (p.56)
Como é apresentado no estudo da historia do exame que o auto
destaca que foi criado para eleger membros das castas
inferiores entre outras.
"[...] quando a sociedade não pode resolver problemas de ordem
econômica [...] transfere esta importância para uma excessiva confiança [...] o
uso de um instrumento: o exame." (p.56)
Não pode melhora a educação, pois o foco deveria ser no social como
os professores mal pagos por exemplo. E
não utiliza o exame para obter o saber dos sujeitos de modo objetivo.
"[...] a evolução dos exames se desenvolveu através de mecanismo de
poder: da sociedade, da instituição educativa e dos docentes." (p.58)
Voltamos ou estudo histórico do exame que o auto destaca que
o exame sujeito para criar uma divisão social.
"[...] exame é determinar se um sujeito pode ser promovido [...]
permitir o ingresso de um indivíduo em um sistema particular [...] ou legitimar
o saber de um indivíduo através da certificação [...]. (p.58)
É o que nós vemos na nossa sociedade atual exames para tudo,
para conseguir um emprego, para entra na universidade a classificação.
"Uma pedagogia articulada em função da certificação, descuidando
notoriamente dos problemas de formação, processos cognitivos e
aprendizagem." (p.62)
Onde o que mais importa é a nota que se tira ao realiza
os exame para assim classifica o sujeito como capaz ou incapaz.
"A construção das provas de inteligência (BINET, 1905) [...] para
justificar as diferenças sócias apresentando-as apenas como individuais. [...]
mostrar que as diferenças sociais são unicamente o resultando das diferenças
biológicas." (p.64)
Utilizando um instrumento falho para justifica a desigualdade
social, referente a problemas éticos.
"Os usos educativos dos testes no plano ideológico possibilitaram
que na escola se apresentasse o debate biologista sobre as diferenças
individuais. [...] estabelecia que alguns estudantes mereciam receber educação
em virtude de uma qualidade congênita: a inteligência." (p.67)
Se utilizando de um fato errado, que a inteligência é um fator genético,
para descriminar os sujeitos por permiti que apenas alguns indivíduos podem ter
acesso a escola e ao estudo.
"[...] um sistema de testes objetivos pode ajudar ao psicólogo e ao
educador a cumprir uma de suas funções principais: “determinar se uma pessoa
deve ocupar determinado posto”." (p.69)
Novamente o exame sendo usando para classificar os sujeitos na
sociedade.
"Na atualidade toda noção de avaliação da aprendizagem remete a uma
medição. Nunca se analisou a possibilidade de medir uma qualidade
(aprendizagem) em permanente evolução e transformação no sujeito." (p.72)
O foco é sempre a nota que é tirada no teste, não na qualidade da
aprendizagem.
"A preocupação desta visão instrumental da pedagogia é só como
melhora tecnicamente o exame. "(p.76)
Não focando em outros problemas referentes ao exame, como a
dificuldade que o sujeito pode ter em se expressa em uma prova, mas se bom
em uma apresentação.
"[...] exame como instrumento que realiza inversões de problemas
sócias [...] precisamente todas estas inversões traem a função que se pretende
designar a este instrumento." (p.76)
Resolver os problemas sociais.
"[...] os professores só preparam os alunos para resolver
eficientemente os exames e os alunos só se interessam por aquilo que representa
pontos para passar no exame." (p.77)
Pois é a nota que tiramos é o mais importante, não o que se
aprendeu.
"A pedagogia do exame se mostra a si mesma como eficiente quando
consegue representar com um numero a aprendizagem do estudante." (p.77)
Pois quantificar o conhecimento do aluno e o classifica em
comparação com um ideal.
"Necessitamos recuperar a sala de aula como espaço de reflexão,
debate e organização de pensamentos originais. Uma vez alcançando isso o
problema do exame será totalmente secundário." (p.78)
Já que a sala de aula está sendo um lugar apenas para a reprodução
de um conhecimento acabado.
"[...] a atribuição de notas não responde a um problema educativo
nem está forçosamente ligada à aprendizagem. Sua tarefa se aproxima mais do
poder e do controle." (p.78-79)
Poder e controle que o professor tem sobre o aluno, poder que
é materializado pela nota.
"Lobrot expressa que: “o que posso afirmar de um aluno que responde
corretamente uma perguntar de geografia é que responde essa pergunta”. Daí
chegar à conclusão que sabe geografia não é algo que se infere
logicamente." (p.79)
Não tem lógica dizer que um aluno saber um determinado assunto só
porque ele respondeu corretamente uma perguntar.
"A nota só é uma convenção através da qual a escola certifica um
conhecimento. Tampouco a contratação de quem terminou seus estudos depende de
suas notas, pois, [...] a obtenção de um emprego obedece a fatores totalmente
independentes do processo escolar." (p.81-82)
Mostrando que o exame não tem muito peso diante fatores
sociais que os alunos enfrentam na sua vida.
Referência
BARRIGA, Angel Diaz. Uma polêmica em relação ao exame. In:
ESTEBAN, Maria Teresa (Org.). Avaliação: uma prática em busca de novos
sentidos. 5. Ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2003, p.51-82.

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