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02/11/2015

Fichamento Comentário: Uma polênica em relação ao exame



Fichamento comentário realizado sobre o texto Uma polêmica em relação ao exame. Da autora Angel Diaz Barrica. E como estamos usando o exame apenas para classificar. 

"O exame² se converteu num instrumento no qual se deposita a esperança de melhorar a educação." (p.51)

Pois acredita se que vai selecionar os melhores e mais aptos.

"[...] o exame é o instrumento a partir do qual se reconhece administrativamente um conhecimento, mas igualmente reconhece que o exame não indica realmente qual é o saber de um sujeito." (p.54)

Já que o exame apenas verifica apenas aquela informação  presente no mesmo, não é possível reconhece o saber de um indivíduo.

"[...] é natural pensar que depois de uma aula os estudantes devem ser examinados para valorar se adquiriram o conhecimento apresentado." (p.55)

 Na pedagogia tradicional é o que ocorre, mas de acordo com Barriga isso é uma mentira.

"Se o exame não é um problema ligado historicamente ao conhecimento, é um problema marcado pelas questões sociais [...]." (p.56)

Como é apresentado no estudo da historia do exame que o auto  destaca que foi criado  para eleger membros das castas  inferiores  entre outras.


"[...] quando a sociedade não pode resolver problemas de ordem econômica [...] transfere esta importância para uma excessiva confiança [...] o uso de um instrumento: o exame." (p.56)

Não pode melhora a educação, pois o foco deveria ser no social como os  professores mal  pagos  por  exemplo.  E  não  utiliza o exame para obter o saber dos sujeitos de modo objetivo.             

"[...] a evolução dos exames se desenvolveu através de mecanismo de poder: da sociedade, da instituição educativa e dos docentes." (p.58)

 Voltamos ou estudo histórico do exame que o auto destaca que o exame sujeito para criar uma divisão social. 

"[...] exame é determinar se um sujeito pode ser promovido [...] permitir o ingresso de um indivíduo em um sistema particular [...] ou legitimar o saber de um indivíduo através da certificação [...]. (p.58)

 É o que nós vemos na nossa sociedade atual exames para tudo, para conseguir um emprego, para entra na universidade a classificação.

"Uma pedagogia articulada em função da certificação, descuidando notoriamente dos problemas de formação, processos cognitivos e aprendizagem." (p.62)

 Onde o que mais importa é a nota que se tira ao realiza os  exame para assim classifica o sujeito como capaz ou incapaz. 

"A construção das provas de inteligência (BINET, 1905) [...] para justificar as diferenças sócias apresentando-as apenas como individuais. [...] mostrar que as diferenças sociais são unicamente o resultando das diferenças biológicas." (p.64)

 Utilizando um instrumento falho para justifica a  desigualdade social, referente a problemas éticos.

"Os usos educativos dos testes no plano ideológico possibilitaram que na escola se apresentasse o debate biologista sobre as diferenças individuais. [...] estabelecia que alguns estudantes mereciam receber educação em virtude de uma qualidade congênita: a inteligência." (p.67)

Se utilizando de um fato errado, que a inteligência é um fator  genético, para descriminar os sujeitos por permiti que apenas alguns indivíduos podem ter acesso a escola e ao estudo.        

"[...] um sistema de testes objetivos pode ajudar ao psicólogo e ao educador a cumprir uma de suas funções principais: “determinar se uma pessoa deve ocupar determinado posto”." (p.69)

 Novamente o exame sendo usando para classificar os sujeitos na sociedade.       

"Na atualidade toda noção de avaliação da aprendizagem remete a uma medição. Nunca se analisou a possibilidade de medir uma qualidade (aprendizagem) em permanente evolução e transformação no sujeito." (p.72)

O foco é sempre a nota que é tirada no teste, não na qualidade da aprendizagem.

"A preocupação desta visão instrumental da pedagogia é só como melhora tecnicamente o exame. "(p.76)

 Não focando em outros problemas referentes ao exame, como a dificuldade que o sujeito pode ter em se expressa em uma prova, mas se bom em uma apresentação.                               

"[...] exame como instrumento que realiza inversões de problemas sócias [...] precisamente todas estas inversões traem a função que se pretende designar a este instrumento." (p.76)

Resolver os problemas sociais.

"[...] os professores só preparam os alunos para resolver eficientemente os exames e os alunos só se interessam por aquilo que representa pontos para passar no exame." (p.77)

 Pois é a nota que tiramos é o mais importante, não o que se aprendeu.

"A pedagogia do exame se mostra a si mesma como eficiente quando consegue representar com um numero a aprendizagem do estudante." (p.77)

Pois quantificar o conhecimento do aluno e o classifica em comparação com um ideal.  

 

"Necessitamos recuperar a sala de aula como espaço de reflexão, debate e organização de pensamentos originais. Uma vez alcançando isso o problema do exame será totalmente secundário." (p.78)

Já que a sala de aula está sendo um lugar apenas para a reprodução de um conhecimento acabado.

"[...] a atribuição de notas não responde a um problema educativo nem está forçosamente ligada à aprendizagem. Sua tarefa se aproxima mais do poder e do controle." (p.78-79)

 Poder e controle que o professor tem sobre o aluno, poder que é materializado pela nota.

"Lobrot expressa que: “o que posso afirmar de um aluno que responde corretamente uma perguntar de geografia é que responde essa pergunta”. Daí chegar à conclusão que sabe geografia não é algo que se infere logicamente." (p.79) 

 Não tem lógica dizer que um aluno saber um determinado assunto só porque ele respondeu corretamente uma perguntar.

"A nota só é uma convenção através da qual a escola certifica um conhecimento. Tampouco a contratação de quem terminou seus estudos depende de suas notas, pois, [...] a obtenção de um emprego obedece a fatores totalmente independentes do processo escolar." (p.81-82)

 Mostrando que o exame não tem muito peso diante fatores sociais que os alunos enfrentam na sua vida.



Referência


 BARRIGA, Angel Diaz. Uma polêmica em relação ao exame. In: ESTEBAN, Maria Teresa (Org.). Avaliação: uma prática em busca de novos sentidos. 5. Ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2003, p.51-82.

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