Percebemos que as práticas avaliativas são inflexíveis e autoritárias
nas escolas e universidades. Onde tais princípios que fundamentam essas
práticas avaliativas impedem de ver e sentir cada sujeito da educação em seu
desenvolvimento. E essas práticas se repetem há um século e as tentativas de
uma reflexão sobre elas são obstaculizadas por posturas comportamentalistas que
colocam a culpa do fracasso em maus professores e em desatentos alunos.
Sabemos que o aluno não é o responsável absoluto pelos resultados das
notas, mas o professor também tem uma parcela dessa responsabilidade. Sabemos
que o professor não são os culpados pelos resultados obtidos pelos alunos, mas
são sim, responsáveis. Onde o fracasso de um grande número de estudantes é o
fracasso do próprio sistema educacional, da própria sociedade.
Vemos que o maior entrave ao processo avaliativo é a busca incansável
por padrões de mensuração objetiva em uma área que envolve a relação entre
seres humanos. E essa busca por padronizar a avaliação é responsável por cria
preconceitos que bloqueiam a visão.
A prática avaliativa nas escolas vem sendo criticada por negar as
diferenças individuais dos estudantes, onde os testes são usados para mascara
às diferenças entre os alunos. Um busca incansável pelo igual nas escolas com
os obstáculos para a aprendizagem sendo as diferenças.
O olha do professor sobre a avaliação se apresenta de uma forma rígida,
é aquela nota e ponto, não tem uma aproximação em relação ao aluno. Temos que
ver que as diferenças entre os alunos e suas limitações como a mais
significativa tarefa do professor e não como uma dificuldade para a realização
da tarefa do docente.
Para compreender cada aluno temos que conhece a sua historia e para
realizar esse feito utilizamos um olhar de respeito às diferenças dos alunos,
uma tentativa para conhecê-los em suas singularidades muito mais do que
encontrar meios argumentar sobre a sua rentabilidade em relação aos outros.
Vemos que os testes intensificam a negatividade das diferenças, com a
justificativa de que o professor possa adaptar suas exigências ao grupo para
respeita o ritmo do aluno. O resultado disso é muitas vezes o fracasso da
escola no sentindo da formação moral do estudante.
Onde as tarefas nas escolas são programadas em uma sequencia que é
cumprida rigorosamente e apenas a realização dessa sequencia de tarefas que o
aluno irá aprender definitivamente. Tal modelo é visível na avaliação tradicional,
onde a evolução do aluno se dá na soma das partes, das medias finais,
desconsidera a relação entre a tarefa e outra, de um conteúdo e outro.
Logo o olha do professor precisa ser sensível em relação ao tempo de
cada educando, de como cada um tem seu ritmo em aprender certo conteúdo, onde a
aprendizagem se dá em uma sucessão de continuidades e descontinuidades, e
muitas manifestações dos alunos contradizem observações realizadas
anteriormente. Assim a ação avaliativa torna-se mediadora, pois está focalizando
o processo e transformando-se no elo entre as tarefas de aprendizagem.
Respeitando as diferenças dos alunos no seu tempo de construção do
conhecimento para que assim as instituições de ensino não persistam na
reprovação em função de critérios padronizados e de regimes seriados
inflexíveis.
Referência
HOFFMANN, Jussara. Pontos & contrapontos: do pensar ao agir
em avaliação. 10. Ed. Ponto Alegue: Mediação, 2005.

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