“Para termos resultados novos no processo de ensino-aprendizagem em
nossas escolas são necessários hábitos novos [...] exigem novas aprendizagens
[...]” (p.67).
Para mudamos os resultados termos que muda o que fazemos, muda a nossa
forma de ver as coisas busca novas perspectivas sobre os problemas que
enfrentamos.
“A transição dos hábitos de examinar na escola para os hábitos de
avaliar exige atenção constante, pois que os primeiros estão profundamente
arraigados em nossa historia, em nossa sociedade e na personalidade pessoal de
cada um de nós.” (p.67).
A mudança é sempre difícil ainda mais quando essa mudança exige a
alteração de conceitos que nós trazemos deste que nascemos e que está encravada
em nossa sociedade que é excludente e classificatória.
“nós educadores temos estado aprisionados a padrões de compreensão e de
conduta que vem de séculos passados [...]” (p.68).
Estamos apenas reproduzindo o que nos foi passado sem pensar se está
correto ou errado o que termos feito.
“O disciplinamento – não a disciplina (essa tem dimensão muito mais
diversa do disciplinamento) – cria o controle, na maior parte das vezes,
aversivo e imposto, sobre os educandos.” (p.68).
O que vem sendo praticado pelos professores é o disciplinamento, o
controle que é imposto pelo professor usado para intimida o aluno e facilitar o
trabalho docente, pois o aluno não vai se impor ao educador.
“[...] os exames [...] oferece um modo confortável de ser, garantindo ao
educador poder de controle sobre os educandos.” (p.69).
Um meio fácil para o professor trabalha e lhe garantindo um poder sobre
o aluno, pois é o docente que comanda se o aluno passa ou não pela sua nota no
exame.
“[...] os exames escolares, hoje, não nos ajudam a produzir resultados
escolares bem-sucedidos [...]” (p.69).
Os exames apenas classificam os alunos e geram resultados que podem ser
enganosos sobre o que o aluno aprendeu.
“Os exames são excludentes e, por isso, compatíveis com o modelo de
sociedade dentro do qual existe e se realizar.” (p.70).
O exame nasceu em uma sociedade que é excludente, logo ele seguiu o
modelo social vigente apenas reproduzindo.
“Agora, nos tornamos educadores e, então, replicamos junto aos nossos
educandos aquilo que aconteceu conosco [...]” (p.70).
Seguindo o conceito de que “não sei por que, mas sempre foi assim” não
vazemos perguntas apenas reproduzimos.
“Avaliar é um ato subsidiário da obtenção de resultados positivos com
nossa ação.” (p.71).
Avaliar ajudar para que o aluno aprenda, trazendo melhores resultados.
“A avaliação [...] oferece os recursos para diagnosticar [...] e, a
partir do conhecimento que obtém sobre a qualidade dos resultados dessa ação,
intervir nela para se encaminhe na direção dos resultados desejados.” (p.72).
A avaliação oferece os meios para que o professor possa busca e
encontrar os melhores resultados por meio de uma relação continuar entre o
professor e o aluno, que não acontece no exame, pois a nota é mais forte que a
relação professor-aluno.
Referência
LUCKESI, Cipriano Carlos. De examinar para avaliar, um trânsito difícil,
mas necessário. In. LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem
escolar: estudos e proposições. 22. Ed. São Paulo: Cortez, 2011, p.67-72.

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